Marcha na ponta dos pés

Marcha na ponta dos pés

A marcha (andar) na ponta dos pés é conhecida como marcha em equino. Algumas crianças quando começam a andar usam a ponta dos pés isso não é significado de uma alteração ortopédica.
Essa marcha é normal e, também é normal que esta tendência diminua e desapareça até os quatro anos de idade.
Se ela for aumentado ou estacionar após os quatro anos ou aparecerem outras alterações associadas, é necessária a avaliação do neurologista. Se a criança anda na ponta de um dos pés e o outro apoia normal, isto geralmente não é normal e o neurologista infantil deverá ser consultado.

Causas Ortopédicas do Equinismo na criança

  • Idiopático (sem causa definida)
  • Encurtamento Tendão de Calcâneo (Aquiles): nem sempre é detectado ao nascimento. Embora caracterizado como congênito muitas vezes é evolutivo. Geralmente o exame inicial da criança é normal e o encurtamento evolui com crescimento.
  • Alterações neurológicas: podem levar a um atraso do desenvolvimento motor inclusive, a uma marcha em equino.

Diagnóstico

A marcha nas pontas dos pés idiopática é um diagnóstico de exclusão, que só pode ser estabelecido na ausência de sinais de doença neurológica ou psiquiátrica, esquelética, reumatológica, metabólica ou do colágeno.
Exames de imagem e laboratoriais podem ser necessários, assim como acompanhamento multidisciplinar.

Tratamento

Conservador: geralmente com o desenvolvimento e crescimento a marcha na ponta dos pés desaparece, entretanto, podem ser feitos alongamentos e Fisioterapia que auxiliam na consciência corporal.

Cirúrgico: existe um grupo de crianças que são normais, mas que continuam a andar na ponta dos pés. Se esta condição for mantida, com o passar do tempo, o calcanhar atrofia, a ponta do pé se alarga, a pele da planta do pé engrossa e surgem alterações nas unhas ou dedos. Nesses casos, podem ser necessárias correções cirúrgicas para o alongamento do tendão.

Orientações gerais:

Em caso de dúvidas procure um ortopedista pediátrico para obter atendimento e diagnóstico adequados.
Se necessária, a cirurgia deve ser feita entre quatro e seis anos de idade (fisioterapia não resolve estes casos).
Os pacientes portadores de outras doenças (neurológicas, metabólicas, dentre outras) também devem ser avaliados pelo ortopedista pediátrico para adoção de tratamentos adequados e interdisciplinares.