Fraturas na Criança

As fraturas na criança são muito frequentes, a maioria delas são simples e tratadas com imobilização gessada. A consolidação é rápida e há grande capacidade de remodelação óssea.
O trauma esquelético corresponde de 10-15% de todas as lesões na criança. Os locais mais comuns, de forma decrescente, são: rádio distal, úmero, tíbia, clavícula e fêmur.
Os traumas em ambiente domiciliar correspondem a 37% e no ambiente escolar cerca de 20%.
As fraturas que acometem a placa de crescimento são exclusivas da criança e trazem peculiaridades, pois há risco de o osso não crescer ou se deformar com o desenvolvimento. Sendo assim, para evitar ou minimizar deformidades em alguns casos são necessários procedimentos cirúrgicos.

Quadro clínico

  • Dor
  • Inchaço (edema)
  • Limitação da função do membro
  • Alterações vasculares e/ou nervosas

Diagnóstico

O diagnóstico é feito na maioria das vezes por exames de imagem, o mais usado é a radiografia, porém outros exames podem ser necessários como ressonância magnética ou tomografia computadorizada.
Nos casos de fraturas com grandes deformidades ou fraturas expostas o diagnóstico pode ser feito clinicamente e confirmadas com radiografias.

Tratamento

O tratamento geralmente é conservador com uso de gesso. Em alguns casos, quando há desvio dos ossos é necessário colocar no lugar (reduzir) e em outros por vezes são necessários procedimentos cirúrgicos.

As fraturas expostas são aquelas em que o osso se comunica com um ferimento na pele e são operadas para impedir infecção, promover alinhamento adequado e restaurar a função.

Orientações Gerais

Se a criança em uso de gesso apresentar choro intenso, inchaço ou palidez dos dedos, extremidades arroxeadas, desconforto acima do normal ou se queixa de dor, deve-se procurar imediatamente o ortopedista ou o serviço de emergência.
A criança tolera bem o gesso e se recupera rapidamente de atrofias que tenham se instalado. Se ocorrer desvios residuais estes podem se corrigir com o crescimento, a depender da idade da criança.
Em caso de traumas ou fraturas infantis procure o ortopedista pediátrico para orientações e tratamento adequados.